A mulher tucana no DF

Num encontro de seis tucanas, em agosto de 1996, foram lançadas as sementes do PSDB-MULHER no Distrito Federal e, desde então, tem participado ativamente das ações partidárias, ganhando o reconhecimento e o respeito dos demais segmentos do Partido não só pela seriedade e eficiência com que desempenha as missões que lhe são confiadas, como pela determinação com que se dispõe fazer avançar a luta pelos direitos humanos das mulheres e sua participação em pé de igualdade com os homens na construção do desenvolvimento com sustentabilidade e da paz social.
No curso das últimas décadas, a luta pela emancipação feminina avançou, mas há ainda um longo caminho a percorrer para atingirmos a sonhada igualdade de gênero e garantir às mulheres o pleno exercício de seus direitos de cidadania. Na verdade, velhas e novas discriminações estão aí, todos os dias, diante dos nossos olhos, estampadas nos textos, nas vozes e nas imagens da mídia. Questões cruciais como o baixo percentual de representatividade nos órgãos legislativos, o exíguo número de mulheres nos postos de comando e decisão e as diferenças salariais estão ainda em marcha lenta.
O princípio da igualdade de direitos entre mulheres e homens é um dos pilares dos mais importantes instrumentos internacionais de direitos humanos. A Carta das Nações Unidas, assinada em São Francisco, em 26 de junho de 1945, já no seu preâmbulo, reafirma “a fé ... na igualdade de direito dos homens e das mulheres”. A primeira frase da Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, ressalta que o reconhecimento dos “direitos iguais e inalienáveis” de “todos os membros da família humana” constitui “o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo”, acrescentando, em seu Artigo 1º, que “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. A Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher, de 1979, codifica o direito das mulheres à não-discriminação, em igualdade com os homens. A Conferência Mundial sobre Direitos Humanos (Viena,1993), a Conferência Mundial obre População e Desenvolvimento (Cairo,1994) e a IV Conferência Mundial sobre a Mulher (Pequim,1995), reconheceram a necessidade de consolidarem-se esses princípios para garantir os direitos das mulheres.
Após a vaga de feminismo radical dos anos 1960-1970, poderíamos imaginar que a parte essencial dos direitos reivindicados pelas mulheres foi alcançada. Entretanto, contrariamente aos que pensavam que o feminismo não tinha mais razão de ser e esperavam a sua extinção, a situação das mulheres, em muitos países, pouco ou nada mudou. Mesmo nos países desenvolvidos, onde as piores discriminações contra elas foram denunciadas e, em parte, corrigidas, muita coisa resta ainda a fazer.
As décadas liberais – 1980-2000 – mostraram-se particularmente cruéis para as mulheres e suas causas, que sofreram uma forte repressão nos países submetidos à globalização econômica, refletindo-se no agravamento das desigualdades, na precariedade dos empregos e na insegurança social, cujas principais vítimas foram as mulheres. Entretanto, em um de seus aspectos positivos, a globalização abre um caminho para que as mulheres possam dar importante passo em direção à igualdade de oportunidades e tratamento entre os dois sexos: Trata-se do acesso e uso das tecnologias da informação e da comunicação. A IV Conferência Mundial sobre a Mulher solicitou a atribuição de poder às mulheres por meio do aumento de suas habilidades, conhecimentos, acesso e uso das tecnologias da informação e da comunicação. A inclusão digital possibilitará a criação de novas oportunidades e será um instrumento para o avanço e a capacitação das mulheres, permitindo-lhes beneficiar-se dessa formidável transformação por que passam as interações sociais, econômicas, culturais e políticas, que estamos vivendo.
O PSDB-Mulher do Distrito Federal está empenhado na elaboração e execução de uma densa agenda de encontros e eventos com vistas a ampliar a inserção do PSDB em todas as camadas da sociedade, buscando responder às suas demandas e expondo as idéias e propostas do PSDB, em consonância com os principais objetivos anunciados por ocasião da recente Convenção Nacional do Partido.
O sucesso desse projeto vai requerer trabalho árduo e dedicação redobrada das integrantes do PSDB-Mulher do Distrito Federal, e elas vão demonstrar, mais uma vez, sua capacidade de enfrentar e vencer difíceis obstáculos. Essa certeza é tanto mais inquestionável quanto à tropa da velha guarda veio-se juntar, na frente de batalha, um novo pelotão de tucanas, que se tem mostrado criativo e disposto a fazer vitoriosa a luta das mulheres brasileiras por participação, em pé de igualdade com os homens, na promoção do desenvolvimento do nosso país, ancorado na justiça social, no respeito ao meio ambiente, no conhecimento e na tecnologia, no trabalho honesto e solidário, na cultura de princípios e valores, na semeadura da paz.
