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Sérgio Guerra: “Governo do PT fala com a bandidagem”

Brasília - O presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), afirmou, nesta terça-feira, em entrevista à TV da Liderança, que agora o Governo do PT “fala com a bandidagem”. Sérgio Guerra se referiu à reportagem desta semana da revista Veja, que trouxe revelações da advogada Christiane Araújo de Oliveira sobre as relações íntimas que mantinha com políticos e figuras-chave da República, como Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência e o ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli, quando ele ocupava cargo de advogado-geral da União no governo Lula. Christiane Araújo de Oliveira contou à Veja ainda que o governo federal usou de sua proximidade com a quadrilha de Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM, para conseguir material contra adversários políticos.

“Esse é o mesmo Governo do ano passado, que demitiu sete ministros e os substituiu por ministros parecidos que vão continuar a fazer a mesma coisa. E agora agem fora completamente da lei”, disse Sérgio Guerra.

Segundo o presidente tucano, a reportagem de Veja “é efetivamente um sinal desses tempos: o Palácio do Planalto conversando com gente da bandidagem. É isso o que está acontecendo”. A seu ver, o Governo Dilma “é o mesmo Governo do ano passado, que demitiu sete ministros e os substituiu por ministros parecidos que vão continuar a fazer a mesma coisa”. Veja aqui a íntegra da entrevista do presidente do PSDB à TV da Liderança.

Liderança do PSDB no Senado

É hora de mudar

Eu nasci em Brasília no dia 22 de fevereiro de 1993, filho de pais adolescentes, em uma família de classe média. Passei toda a minha vida nessa cidade que amo e durante os meus 19 anos as figuras da política regional não mudaram. São sempre as mesmas pessoas que se revezam nos mandatos brasilienses. Eu acredito que é hora de mudança.

Como podemos esperar que alguém que fez política na época da formação do DF entenda o que a minha geração precisa? Eu entendo que o maior defeito da política brasiliense é que ela não se renova.  Talvez por causa de sucessivos escândalos, os jovens perderam o interesse pela política, e isso não é exclusivo para a juventude, mas me preocupa mais quando essa decepção se instala na mente da minha geração.

Filiei-me ao PSDB com 16 anos, pois eu tenho o sonho de fazer parte da Política, sim, da política com “P” maiúsculo, aquela política que até hoje eu não vi no DF, em nenhum governo. Faltam ideologias, faltam ideias e falta paixão pelas poucas ideias que estão por aí. Faltam projetos e falta discurso a essas antigas figuras da nossa política.

Independente de partido, sempre fico muito feliz quando vejo um jovem na política, vejo esperança num futuro próximo para a política regional e nacional. Não precisamos eleger para todos os mandatos pessoas jovens, no entanto, a eleição de jovens contribui para o debate, renova esse debate e dá vida à política. Vigor para debater, lutar e mudar é o que não falta aos jovens, e talvez isso assuste os que aí estão.

Eu aposto na força jovem, eu aposto nas minhas ideias, eu aposto na minha vontade de trabalhar e acima de tudo, eu aposto na minha ingenuidade, pois eu prefiro ser ingênuo a ser uma raposa dessa velha política que aí está. Termino citando Gonzaguinha em uma de suas mais geniais canções, pois compartilho do pensamento e do sentimento exposto nela. Como Gonzaguinha...

“Eu acredito
É na rapaziada
Que segue em frente
E segura o rojão
Eu ponho fé
É na fé da moçada
Que não foge da fera
E enfrenta o leão
Eu vou à luta
É com essa juventude
Que não corre da raia
À troco de nada
Eu vou no bloco
Dessa mocidade
Que não tá na saudade
E constrói
A manhã desejada...”

Matheus Leone

Secretário de Comunicação da JPSDB-DF e aluno de Ciência Política na UnB

O Supremo, a Lei Maria da Penha e as mulheres brasileiras

O Supremo Tribunal Federal (STF), a maior corte de Justiça do País, deu um grande avanço para a correta e mais ampla aplicação da Lei Maria da Penha, uma conquista das mulheres brasileiras. Os ministros do STF reconheceram, por unanimidade, que ela é constitucional!

Em sessão histórica, o Supremo decidiu ainda que o Ministério Público pode abrir ação criminal contra os homens que agrediram suas mulheres no âmbito doméstico, o que antes era prerrogativa exclusiva da vítima. Ou seja, independentemente da mulher apresentar queixa ou não contra o marido ou companheiro, o Ministério Público pode processá-lo.

Na prática, isso significa que aumenta o cerco da sociedade e da legislação brasileira contra a violência masculina no ambiente doméstico, uma verdadeira chaga que nos coloca nas primeiras páginas dos jornais nacionais e estrangeiros.

Recentemente, o país conviveu com a dor de uma família que perdeu sua filha e ficou dois órfãos em Belo Horizonte, quando um empresário não aceitou a separação de sua esposa, uma procuradora federal. Essa tragédia mostra que a violência e a discriminação contra as mulheres. Como mostram pesquisas, ela não tem idade, cor, religião ou classe econômico-social.

A decisão do STF busca preservar o direito do Estado e das pessoas em denunciar um homem agressor, mesmo contra a vontade da vítima.

As delegacias especiais e mesmo fóruns jurídicos estão cheias de desistências de mulheres – pressionadas pelos companheiros – temerosas de comprometer seu futuro e de seus filhos. A maioria dos processos não chega ao final por desistência da mulher.

Por razão econômica, por chantagem emocional ou nova ameaça de agressão, as mulheres desistem de dar continuidade ao processo contra o companheiro, o que deixa a porta aberta para novas investidas físicas ou morais contra elas mesmas.

No Brasil, aonde a cada 15 segundos uma mulher sofre algum tipo de agressão, a decisão do Supremo Tribunal Federal é mais um alento para continuarmos denunciando essa postura masculina infame e hedionda.

O STF reconheceu que no Brasil ainda há muito preconceito e discriminação contra as mulheres. Mas, em toda a discussão, uma frase de uma ministra-mulher resume o sentimento de todas as mulheres brasileiras: “Enquanto houver uma mulher sofrendo em qualquer canto deste planeta, eu me sinto violentada”.

O PSDB-Mulher se irmana a todas as mulheres que lutam para acabar com essa situação. Através de um trabalho permanente, em todos os Estados brasileiros promovemos debates, discussões para não só repudiar atos hediondos como também no esclarecimento dos direitos femininos.

De grandes seminários a pequenas reuniões, as militantes e dirigentes do PSDB-Mulher repercutem também as ações preventivas, seja na área da saúde ou nas relações trabalhistas.

A luta é grande e contínua. Neste ano, as eleições municipais são uma oportunidade ímpar para ampliarmos a discussão em torno dos direitos das mulheres e eleger aquelas verdadeiramente compromissadas na nossa causa.

Thelma de Oliveira
Presidente Nacional do PSDB Mulher


Publicado em 10 de fevereiro de 2012 / Agência PSDB, Artigos, Notícias

Defesa de legado será prioridade no PSDB em 2012

Defesa de legado será prioridade no PSDB em 2012

Brasília – O presidente do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), afirmou que a sigla terá como uma de suas prioridades em 2012 a defesa do legado deixado pelo partido na Presidência da República e também nos estados e municípios que administra.

Guerra declarou que a divulgação das realizações positivas do partido estará no foco de todos os candidatos às prefeituras e câmaras municipais. “O PSDB fez e faz muito pelo país. Grande parte das conquistas desfrutadas pela população tem origem nas realizações do PSDB, e um dos maiores exemplos disso é a estabilidade econômica”, disse o parlamentar.

Outro mérito do PSDB citado pelo deputado é a redução na violência urbana. “Enquanto a Bahia, governada pelo PT há mais de cinco anos, vive um verdadeiro caos, São Paulo vê a criminalidade baixar ano após ano”, disse Guerra, em referência às políticas de segurança empreendidas por Geraldo Alckmin (PSDB).

Para o deputado, uma bandeira adicional que permeará a atuação do PSDB em 2012 é o contraste entre o partido oposicionista e o PT na ocupação dos cargos públicos. Guerra apontou que o aparelhamento do estado – ou seja, a indicação de aliados políticos para postos de relevância na administração pública – é uma prática utilizada pelo PT e condenada pelo PSDB.


Publicado em 8 de fevereiro de 2012 / Agência PSDBNotícias

“As ilhas da fantasia”: artigo de José Serra

“As ilhas da fantasia”: artigo de José Serra

Artigo do ex-governador de São Paulo, José Serra, publicado no jornal O Globo de domingo

O governo brasileiro existe em duas dimensões, duas frequências diferentes. Em uma delas, corre a retórica; na outra, os fatos. As duas programações pouco ou nada têm em comum, mas cada uma serve a um propósito específico.

Tomem-se os direitos humanos, que, a presidente anunciou, seriam uma prioridade nas relações internacionais. O discurso continua ali, chiando como um disco velho, mas, na prática, nada mudou em relação ao período pré-Dilma.

Na recente visita presidencial a Cuba, não houve um só gesto, uma só manifestação, que revelasse alguma preocupação do governo brasileiro com relação às violações dos direitos humanos na ilha. Violação simbolizada pela morte recente de um prisioneiro político em greve de fome.

Nosso governo diz que a cooperação econômica é o melhor caminho para promover mudanças democráticas naquele país. Cooperação que, na prática, tem por objetivo dar sobrevida à ditadura que o PT reverencia e que muitos dos seus integrantes lamentam não poder implantar por aqui.

Dizia-se que a ditadura em Cuba era apenas um instrumento necessário para evitar a volta do capitalismo. Curiosamente, hoje, é a volta do capitalismo que entra na equação para ajudar a manter a ditadura do partido único, que os amigos cubanos do PT defendem e justificam.

Além da alegação sobre as mudanças democráticas e da intenção de dar sobrevida à ditadura, outro fator que explicaria a “cooperação” seriam os bons negócios para as empresas brasileiras que venderão bens e serviços para Cuba. Tudo coberto, obviamente, pelos empréstimos do BNDES ao governo cubano, que não costuma ser bom pagador em razão da pobreza fiscal e cambial da ilha.

Ou seja, tais empréstimos são candidatos a virar doação dos contribuintes brasileiros, que, se fossem indagados a respeito, provavelmente prefeririam destinar esses recursos a fundo meio perdido para alavancar o desenvolvimento das regiões mais pobres do nosso país, criando também demanda para nossas empresas. Não é demais lembrar que temos o 84º IDH e a 77ª renda per capita do mundo.

 

Na Síria, o Brasil é cúmplice da barbárie praticada contra o povo pelo ditador Bashar Al Assad, que, anos atrás, assinou um acordo de cooperação com o PT. Não se sabe no que exatamente Assad está cooperando com o partido (seus dirigentes deveriam explicar), mas os petistas vêm honrando o compromisso, pois cooperam com Assad para tentar aliviar a pressão internacional contra o tirano.

O governo do PT coopera também com o Irã para que o regime dos aiatolás ganhe tempo e se aproxime do objetivo de construir uma bomba atômica. A presidente da República corteja a comunidade judaica com discursos, mas, na diplomacia, ajuda quem sonha promover um novo Holocausto do povo judeu.

O PT é muito sensível nos direitos humanos quando lhe convém. Sempre que pode, promove um circo, com a ajuda do governo federal, contra adversários políticos que procuram cumprir a lei. Mas a violência policial nos governos do PT e de aliados do PT é como se não existisse.

Quando um governador é aliado do PT, pode mandar a polícia bater à vontade, ferir, lesar, quem sabe matar… Mas, se é de um partido adversário e tem responsabilidades na segurança pública e na defesa da ordem, saiba que os aparatos petistas irão persegui-lo implacavelmente, ainda que faça tudo certo.

As duas dimensões e duas frequências diferentes do governo brasileiro não se restringem aos direitos humanos. Em relação à economia, por exemplo, no chiado do disco velho, o PT continua pregando contra o “neoliberalismo”. Mas, diante da própria incapacidade de resolver o problema aeroportuário, vai privatizar os aeroportos e oferecer o dinheiro subsidiado do BNDES para as concessionárias fazerem os investimentos. Financia calúnias contra o processo de privatização dos anos 90, mas inaugura outra modalidade: a privatização do dinheiro público, como nunca antes na história deste país… Talvez seja esse o tal socialismo para o século 21.

Ainda na economia, o governo continua falando em “PAC”, o programa que, na teoria, se destinava a coordenar e acelerar o crescimento. Mas o Brasil tem crescido menos que todos os principais emergentes. O que deveria ser coordenado ficou cada vez mais enrolado, e o que deveria ser acelerado parou ou andou em marcha lenta. Acelerada mesmo, só a propaganda da suposta aceleração.

São dois mundos distintos, o da retórica e o dos fatos, mas que caminham paralelamente, cada um com sua função.


Publicado em 6 de fevereiro de 2012 / Agência PSDBArtigosNotícias

“Mais creches, menos demagogia”: artigo da presidente do PSDB Mulher

“Mais creches, menos demagogia”: artigo da presidente do PSDB Mulher

O ano começou com a presidente Dilma Rousseff inaugurando uma creche no Rio de Janeiro tentando cumprir uma promessa demagógica de campanha: a de erguer 6.427 creches até o final do seu mandato.

Se realmente ela fosse cumprir, essa “promessa” teria que inaugurar 178 por mês, cinco por dia, uma tarefa impossível para um governo que, no ano passado, só gastou 16% do orçamento previsto para o ProInfância, programa voltado para atender crianças de zero a cinco anos. O déficit de creches no Brasil é de 20 mil unidades!

Direito constitucional garantido em 1988, a partir dos movimentos femininos reivindicatórios nas décadas de 70 e 80, a creche é fundamental para o desenvolvimento de uma criança como atestam diferentes pesquisas e fóruns educacionais nacionais e internacionais.

Educadores apontam que crianças que frequentaram creches são mais sociáveis, aprendem mais rápido e se desenvolvem mais autonomia em relação àquelas que não puderam desfrutar desse convívio, que no Brasil ainda é privilégio de uma minoria. Não há vagas disponíveis e nenhuma política pública voltada para atender essa demanda!

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE em 2009, somente 18,4% das crianças brasileiras entre zero e 3 anos de idade estão em creches, percentual ainda muito distante da meta oficial fixada pelo Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê que 50% delas estejam nessas escolas.

Pesquisa, realizada em 2010 pela Fundação Carlos Chagas em 147 creches de seis capitais brasileiras (Belém, Campo Grande, Florianópolis, Fortaleza, Rio de Janeiro e Teresina), constatou outro problema nessas instituições, avaliando a infraestrutura, segurança, formação educacional e o preparo de quem cuida dessas crianças.

A pesquisa “Educação Infantil no Brasil: Avaliação Qualitativa e Quantitativa” atestou que 49,5% das creches foram consideradas inadequadas; 37% como “básicas”, 12% de nível adequado e somente 1,1% de bom nível.

Portanto, não faltam números e estatísticas lamentáveis que demonstrem a dificuldade das mães brasileiras, especialmente as mais carentes, em dar o apoio fundamental ao desenvolvimento dos seus filhos, matriculando-os em uma creche.

Há, ainda, outro aspecto importante a ser abordado nesta questão: a ausência de creche impede que a mulher trabalhe fora de casa e alcance a sua plena realização profissional.

O Anuário das Mulheres Brasileiras de 2011 do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) evidenciou que a falta de creche é um dos maiores obstáculos, senão o maior, para que a mulher ingresse no mercado de trabalho.

Sem dispor de um local adequado para deixar seus filhos, a mulher fica praticamente impedida de trabalhar fora do seu lar, criando outra discriminação em relação aos homens, como também comprovou esse anuário.

Enquanto apenas 58,8% das mulheres com mais de 16 anos que integram a PEA (População Economicamente Ativa) trabalham, 81,5% dos homens já estavam no mercado de trabalho. Perde a mulher, perde o casal que poderia ampliar sua renda e melhorar sua qualidade de vida.

Fica claro, portanto, que a ausência de politicas públicas sérias e permanentes por parte do governo federal é um fortíssimo entrave para o pleno desenvolvimento das crianças e de suas mães.

É preciso mudar isso, mas com ações concretas e não com promessas demagógicas de campanha que, no governo federal atual, estão longe de serem cumpridas.

Não há dúvida de que aumentar o número de creches significa mais e melhor educação para crianças e maior inclusão social dos casais e da mulher em especial, com o seu ingresso no mercado de trabalho.

Thelma de Oliveira
Presidente Nacional do PSDBMulher

 

Publicado em 2 de fevereiro de 2012 / Agência PSDB, Artigos, Notícias, PSDB Mulher

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